Governos, cadeia produtiva da indústria da construção e agentes financeiros precisam descobrir novas fontes alternativas de financiamento para suprir o déficit atual no país estimado em 7 milhões de moradias. Essa carência de unidades habitacionais requer R$ 2 trilhões, enquanto o volume disponível de recursos das linhas de crédito para tal finalidade (poupança e FGTS) é de apenas R$ 465 bilhões, advertiu o diretor executivo da Associação Brasileira das Entidades de Credito Imobiliário e Poupança (Abecip), Natalino Gazonato.
Gazonato falou que esse dinheiro é insuficiente para atender às novas demandas. Se a economia brasileira continuar nesse ritmo e, especificamente o setor da construção civil, os recursos vão acabar em dois a três anos, ressaltou. Além disso, de acordo com ele, o SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) está engessado e não suporta mais a demanda por recursos.
Ele sugeriu a viabilidade da securitização de recebíveis como alternativa para amenizar a possível carência de recursos destinados à casa própria no futuro.